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apostila do linux

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Introdu��o ao Linux
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Introdu��o
ao
Linux

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Introdu��o ao Linux ?
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Conte�do
1.Apresenta��o.....................................................................................................................................3
2.Nota de Copyright.............................................................................................................................3
3.Conceitos b�sicos..............................................................................................................................4
4.Uma instala��o assistida....................................................................................................................5
5.Usando o ambiente............................................................................................................................7
O kicker ou barra de tarefas.............................................................................................................8
O menu do sistema...........................................................................................................................9
Os �cones do sistema........................................................................................................................9
6.Configurando o idioma....................................................................................................................10
7.Os aplicativos para usu�rios............................................................................................................11
8.Comandos em modo texto na shell..................................................................................................12
Os comandos b�sicos.....................................................................................................................13
Virando root...................................................................................................................................14
9.A �rvore de diret�rios......................................................................................................................15
Os diret�rios de bin�rios................................................................................................................15
O diret�rio de configura��o...........................................................................................................16
O diret�rio de boot.........................................................................................................................16
O diret�rio de dispositivos.............................................................................................................16
O diret�rio de bibliotecas...............................................................................................................16
Os pontos de montagem de m�dias remov�veis.............................................................................16
Diret�rios pessoais.........................................................................................................................16
O indicador de status......................................................................................................................16
Os diret�rios de vari�veis..............................................................................................................16
A segunda hierarquia.....................................................................................................................16
Outros diret�rios............................................................................................................................17
Quem garante?...............................................................................................................................17
10.A documenta��o............................................................................................................................17
11.Administra��o do sistema..............................................................................................................18
O YaST..........................................................................................................................................20
Gerenciamento de usu�rios e seguran�a........................................................................................20
Acesso a rede.................................................................................................................................21
Servi�os de rede.............................................................................................................................21
Hardware........................................................................................................................................23
Sistema ..........................................................................................................................................24
12.Gerenciando impressoras...............................................................................................................25
13.Gerenciamento de discos...............................................................................................................27
Descobrindo o espa�o livre............................................................................................................27
Descobrindo quem est� usando o espa�o.......................................................................................28
Localizando arquivos.....................................................................................................................28
Restri��es e permiss�es de acesso.................................................................................................30
14.Instalando e gerenciando software................................................................................................31
15.Sobrevivendo no modo texto.........................................................................................................32
16.Ap�ndice 1: An�lise do SuSE Linux 8.2.......................................................................................36
17. Ap�ndice 2: Como obter e gravar seus pr�prios CDs de Linux...................................................40
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Introdu��o ao Linux ? Augusto C. Campos
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1. Apresenta��o
Este documento � utilizado como complemento ao bloco A do curso ?Introdu��o ao
Linux?, e pretende servir como aux�lio ao aprendizado e posterior fonte de consulta para alunos que
j� tenham s�lidos conhecimentos na �rea de inform�tica e que queiram ingressar no mundo do
software livre.
�nfase � dada aos aspectos tecnol�gicos e administrativos, sem o enfoque pol�tico
encontrado em outras publica��es desta natureza.
O curso � dividido em dois blocos:
Bloco A
Conceitos (Linux, software livre, LSB, distribui��es, FHS...)
Instala��o a partir dos CDs
Uso do ambiente
Estrutura de diret�rios
Acesso a dispositivos [CD, disquete...]
Como localizar e usar documenta��o e suporte
Introdu��o a ferramentas de administra��o
Gerenciamento de usu�rios
Configura��o para acesso a rede
Acesso a impressoras
Gerenciamento de disco
Instala��o de software adicional
Shell (comandos e filtros b�sicos)
Bloco B
Gerenciamento de processos
Como localizar e acompanhar os logs
Suporte b�sico de rede
Introdu��o ao SSH
Samba e NFS
Apache
Squid (proxy web)
Introdu��o a seguran�a (filtros de pacotes, apresenta��o de ferramentas b�sicas de
verifica��o)
Como os blocos s�o extensos e foram planejados para durar uma semana de aula cada um,
ao final de v�rios cap�tulos s�o apresentadas refer�ncias adicionais sobre os assuntos, bem como
sugest�es de exerc�cios de fixa��o e para explora��o adicional, podendo gerar discuss�es em sala de
aula quando houver interesse dos alunos.
2. Nota de Copyright
� 2003 ? Augusto C�sar Campos.
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O uso deste documento � regido pela licen�a GNU Free Documentation License, Vers�o
1.1 da Free Software Foundation. Permission is granted to copy, distribute and/or modify this
document under the terms of the GNU Free Documentation License, Version 1.1 or any later
version published by the Free Software Foundation;
3. Conceitos b�sicos
Antes de come�ar a conhecer o Linux, � hora de conhecer alguns conceitos e defini��es
que se tornam importantes na hora de compreender as demais quest�es envolvidas. Embora as
revistas de circula��o nacional possam achar que software livre e freeware s�o sin�nimos, cabe a
voc� entender as diferen�as de forma a melhor orientar suas escolhas.
Sistema operacional: � o componente de software que faz a interface
b�sica entre os programas do usu�rio e o computador, gerenciando itens como os
recursos e perif�ricos (e. g. mem�ria, discos, arquivos, usu�rios, impressoras),
seguran�a, privil�gios, comunica��o e outros.
Kernel: � o componente central de qualquer sistema operacional,
contendo as principais tarefas de gerenciamento.
Linux: � um kernel desenvolvido a partir de 1991 por Linus Torvalds (foto abaixo), unido
a centenas de interessados (volunt�rios e empresas como a IBM, a HP e outras), capaz de rodar em
m�ltiplas arquiteturas (do palm ao mainframe) e que, aliado a ferramentas providas por terceiros
(e.g. GNU, KDE, Apache, PHP) forma um sistema operacional robusto e flex�vel. O sistema
operacional resultante da uni�o entre o kernel do Linux e as ferramentas de terceiros pode ser
chamado de GNU/Linux ou apenas de Linux ? a varia��o ocorre por raz�es ideol�gicas.
Linus Torvalds, autor do Linux
Licen�as: existe uma s�rie de termos de uso que regulamentam os softwares. Cada autor
de software � livre para escolher o tipo de licen�a adotada: licen�as comerciais, shareware, etc. A
licen�a t�pica do Linux � a GPL (General Public License), que permite livre uso, altera��o e
redistribui��o, desde que as c�pias redistribu�das adotem a mesma licen�a do original. Outra licen�a
t�pica de sistemas abertos � a BSD, que permite livre uso e redistribui��o, e d� a op��o para que os
interessados alterem os termos da licen�a.
Distribui��o: reuni�o do kernel do Linux a um conjunto de software selecionado por
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terceiros, respeitando os termos de licenciamento de cada um dos componentes envolvidos.
Qualquer interessado pode criar uma distribui��o, mas apenas um pequeno grupo delas tem
presen�a no mercado (o que n�o desqualifica as demais ? algumas n�o tem interesse em ?sucesso
mercadol�gico?). Exemplos de distribui��o: Conectiva, Red Hat, Debian, SuSE, Kurumin.
Logotipo do LSB
LSB: Linux Standards Base (www.linuxbase.org) . Conjunto de padr�es (facultativos) aos
quais as distribui��es e as aplica��es devem aderir de forma a facilitar o desenvolvimento de
software que n�o seja espec�fico de uma dada distribui��o, maximizando os treinamentos, a
documenta��o, etc.
Exerc�cios propostos:
1. Discutir em sala de aula as diferen�as existentes entre dom�nio p�blico, freeware, free
software/software livre e open source/c�digo aberto.
2. Voc� acha que a exist�ncia de m�ltiplas distribui��es diferentes de Linux � um ponto
positivo ou negativo deste sistema operacional? (Considere que todas elas obede�am ao
padr�o LSB)
3. Veja no ap�ndice 2 as instru��es sobre como obter via internet e gravar seus pr�prios
Cds de Linux. Voc� acha correto revender Cds obtidos desta forma? Por que?
4. Como sugest�o de leitura adicional, um artigo do site Linux.com apresenta v�rios
conceitos interessantes relacionados ao Linux, em ingl�s. Veja em
http://linux.com/article.pl?sid=02/03/09/1727250
4. Uma instala��o assistida
Instalar o Linux pode ser uma experi�ncia muito mais f�cil do que a maior parte dos
usu�rios imagina. Entretanto, alguns detalhes podem tornar a tarefa mais desafiadora: manter mais
de um sistema operacional na mesma m�quina sem preju�zos a nenhum dos dois, ou instalar o
sistema em um hardware cujo fabricante n�o forneceu driver para o sistema.
A instala��o assistida ser� realizada com o sistema
operacional SuSE Linux 8.2, e n�o iremos tentar manter outro
sistema operacional instalado no computador. H� uma sequ�ncia de
passos que ser�o orientados pelo instrutor no in�cio e no final da
instala��o, mas a maior parte do tempo ser� ocupada na tarefa de
ficar trocando os discos durante a instala��o - enquanto voc�
aguarda o conte�do dos cds ser transferido para o seu computador,
pode ler no final desta apostila a minha an�lise do SuSE Linux 8.2, cuja vers�o condensada foi
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publicada pela Revista do Linux em sua edi��o de Junho/2003.
Aten��o: os procedimentos abaixo instalar�o o Linux sem preservar nenhum dado do
seu disco r�gido. Fa�a backup de todos os dados antes de prosseguir.
O primeiro passo � verificar na BIOS do computador se ele est� preparado para dar boot
pelo CD, inserir o CD 1 no drive e dar o boot. Note que em poucos segundos dever� aparecer um
menu de boot com v�rias op��es ? a primeira (selecionada automaticamente ap�s alguns segundos
de inatividade) continua o boot normalmente pelo sistema operacional que estiver instalado no seu
disco r�gido, e as demais s�o op��es normais de instala��o. Use a tecla F2 para selecionar um modo
de v�deo compat�vel com seu equipamento, e em seguida selecione ?Installation ? Safe Settings? e
pressione Enter.
Ap�s uma inicializa��o em modo texto que dura cerca de um minuto, come�a a instala��o
em modo gr�fico. Ajuste o monitor se necess�rio, e inicie sua intera��o selecionando o idioma
Portugu�s Brasileiro ? note que os demais controles da tela mudam automaticamente ap�s esta
sele��o. Pressione Aceitar.
Neste momento, o programa de instala��o ir� fazer uma verifica��o do seu sistema, e
construir um conjunto de sugest�es de configura��o. Voc� pode aceit�-las ou n�o, mas nada ser�
alterado em seu computador at� que voc� pressione o bot�o Aceitar na tela ?Configura��es de
Inicializa��o?. Dica: outras distribui��es operam de maneira diferente, e v�o fazendo suas
altera��es conforme voc� as solicita ? procure sempre se informar sobre o modo de instala��o antes
de testar uma nova.
Selecione o modo ?Instala��o nova?, o mapa de teclado ?Portugu�s
Brasil? (ou o ?Portugu�s Brasil (Acentua��o US)? se o seu teclado n�o tiver a
tecla da cedilha) e o mouse adequado � sua configura��o.
Agora � a hora do particionamento. Esque�a a sugest�o do sistema ?
no nosso treinamento, vamos poder remover todas as parti��es pr�-existentes e
criar novas. Acompanhando as instru��es dadas pelo instrutor, entre na op��o ?Criar configura��o
de parti��o customizada?, selecione o disco r�gido correto e pressione o bot�o ?Use o disco r�gido
inteiro?. O sistema ir� criar uma nova sugest�o de particionamento, para remover todas as parti��es
pr�-existentes e criar duas novas ? uma para o swap (mem�ria virtual) e outra para os dados.
Acompanhe com o instrutor a opera��o de, atrav�s da op��o ?Particionamento definido
pelo usu�rio?, remover a parti��o ?/? e em seu lugar criar duas outras parti��es: ?/? e ?/home?, cada
uma com metade do espa�o dispon�vel, formatados com o sistema de arquivos Reiser. Existem
muitas vari�veis a considerar no momento de definir o particionamento de uma m�quina usada em
produ��o, mas elas ser�o vistas mais � frente.
Dica: ao contr�rio do que ocorre em outros sistemas operacionais t�picos de PCs, os
diret�rios do Linux possuem uma �nica raiz, representada por uma barra normal ?/?. Outros
dispositivos aparecem como ramos desta �rvore ? por exemplo, o seu CD-ROM pode ser visto
como o diret�rio /media/cdrom, e n�o como uma nova raiz (ex: ?D:\?).
A sele��o de softwares definida automaticamente pelo sistema � suficiente para o
treinamento. Entretanto, acompanhe a apresenta��o do instrutor sobre o uso do seletor de pacotes
(que pode ser usado tamb�m ap�s o sistema j� estar instalado) e inclua para instala��o o software
?mc? e os pacotes de configura��o do ambiente para o nosso idioma, de acordo com as instru��es
que ser�o dadas.
Agora pressione Aceitar, confirme a opera��o e aguarde um bom tempo enquanto o
sistema formata e copia dados dos CDs. � uma boa hora para assistir �s dicas exibidas durante a
instala��o do CD 1, tirar d�vidas com o instrutor ou ler os ap�ndices desta apostila, mas fique
atento aos momentos em que voc� precisar� trocar as m�dias! Note tambpem que entre o CD 1 e o
CD 2 ocorre um boot do sistema.
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Ap�s a leitura dos pacotes do CD 3 (a sele��o default n�o usa softwares dos Cds 4 e 5) o
sistema ir� fazer algumas perguntas.
A primeira delas � a senha para o administrador do sistema. Em situa��es normais voc�
deveria levar em conta a pol�tica de senhas de sua organiza��o, mas durante o treinamento
certifique-se de escolher uma senha simples, de forma a lembrar dela at� o �ltimo dia de aula.
Em seguida surge a tela de configura��o de dispositivos ? configure a rede de acordo com
as pol�ticas de sua rede local, conforme as instru��es do orientador. N�o esque�a de configurar o
servidor de nomes e o gateway padr�o. Ap�s confirmar a opera��o, configure tamb�m o endere�o
do seu servidor proxy, tamb�m de acordo com as pol�ticas de sua rede e segundo as orienta��es do
instrutor.
Quando o sistema perguntar se h� necessidade de testar conex�o com a internet, responda
que n�o. Este teste poderia levar ao download de drivers adicionais, fontes TrueType extras e
atualiza��es, mas demora tempo demais para ser feito durante um curso ? n�o deixe de faz�-lo
quando estiver instalando uma m�quina de produ��o!
Na tela ?M�todo de autentica��o do usu�rio?, a escolha �bvia para um curso � ?M�quina
Stand-alone?, pois queremos ter esta��es de trabalho completamente independentes umas das
outras. Entretanto, observe as demais op��es dispon�veis: as autentica��es via servi�os NIS, NIS+ e
LDAP permitem ter uma base de dados de usu�rios centralizada na rede da organiza��o, e os
usu�rios utilizarem um �nico login e senha para todos os servi�os sem complica��o.
Agora crie ao menos um usu�rio local. Os campos obrigat�rios s�o o nome, o login e a
senha. A op��o ?Receber Correio do System?, se habilitada, indica que este usu�rio deve receber
c�pias de todos os e-mails gerados pela administra��o do sistema (geralmente reservados apenas ao
usu�rio root). Se fosse necess�rio alterar as demais configura��es do usu�rio (grupos, ID num�rico,
diret�rio pessoal), bastaria clicar no bot�o ?Detalhes?. O bot�o ?Configura��es de senha? permite
configurar os prazos de expira��o da senha do usu�rio.
Ap�s ler as notas de lan�amento da vers�o, o sistema mostra os perif�ricos reconhecidos
automaticamente, sugere configura��es default e permite altera��es. Todas estas configura��es
podem ser alteradas ap�s a instala��o tamb�m, mas � importante garantir que a placa gr�fica e o
monitor estejam configurados corretamente, para evitar problemas ap�s o boot. Use a fun��o de
teste dispon�vel nesta tela, para n�o ter problemas depois. Dica: se o teste falhar, voc� pode acelerar
o retorno � tela de configura��o pressionando Control+Alt+Backspace.
Agora � s� completar a instala��o. Em alguns segundos voc� ser� levado a uma breve
inicializa��o e � tela de login em modo gr�fico.
5. Usando o ambiente
Ap�s uma instala��o normal do Linux, voc� ser� levado a uma tela de logon em modo
gr�fico, onde dever� preencher seu login e senha, al�m de opcionalmente escolher qual ser� o seu
ambiente gr�fico, caso tenha instalado mais de um.
Ap�s preencher os campos, voc� ser� levado ao KDE, um ambiente gr�fico amig�vel e
completo, dispondo da maior parte das ferramentas comuns a outros ambientes gr�ficos
contempor�neos. Note que o ambiente estar� configurado em Portugu�s Europeu ? logo
aprenderemos a selecionar o nosso idioma.
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A imagem acima mostra uma vis�o geral do ambiente default do KDE no SuSE Linux 8.2.
A �rea 1 � ocupada por �cones de dispositivos e programas, a �rea 2 � o menu do sistema, e a �rea 3
� o Kicker, ou barra de tarefas. Vamos analis�-los em ordem decrescente.
O kicker ou barra de tarefas
O kicker possui uma s�rie de recursos para dar f�cil acesso a itens usados com freq�encia e
exibir o estado do sistema. Ele � altamente configur�vel, mas a configura��o default � um bom
exemplo do que ele pode fazer.
Da esquerda para a direita, temos dois bot�es que d�o acesso a menus do sistema, 6 bot�es
de diret�rios ou aplica��es (diret�rio de documentos, diret�rio pessoal, shell, documenta��o,
navegador web e e-mail), o paginador que d� acesso �s �reas de trabalho virtuais, bot�es
identificando as janelas abertas, uma �rea de bot�es que controlam aplicativos em execu��o, o
rel�gio e um bot�o para ?encolher? o kicker.
Voc� pode redimensionar o kicker arrastando sua borda superior, da mesma forma que
usaria para redimensionar qualquer outra janela do sistema. Outras op��es (posi��o, apar�ncia e
comportamento) podem ser selecionadas clicando com o bot�o direito do mouse sobre qualquer
�rea vazia do painel.
Exerc�cios propostos:
1. altere a altura do seu kicker, observando o efeito sobre os bot�es.
2. Troque alguns bot�es de posi��o.
3. Crie um novo bot�o, associado � calculadora Kcalc
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O menu do sistema
O menu do KDE d� acesso � maioria das aplica��es instaladas juntamente com o SuSE
Linux. Quando voc� remove ou adiciona uma aplica��o fornecida pela pr�pria SuSE, o menu �
atualizado automaticamente. Parece uma afirma��o �bvia, mas nem todas as distribui��es de Linux
oferecem este servi�o.
As aplica��es est�o agrupadas conforme seu uso: os grandes grupos s�o Escrit�rio,
Gr�ficos, Internet, Jogos, Multim�dia e Sistema. Cada um deles se divide em subgrupos, conforme a
necessidade. Infelizmente, as aplica��es s�o identificadas apenas pelo seu nome, e n�o pela sua
tarefa ? assim, pode ficar dif�cil adivinhar que o Kopete � um cliente de ICQ, ou que o XMMS � um
player de MP3.
Op��es adicionais, como Favoritos e Navegador, d�o acesso r�pido a v�rias partes
importantes do sistema, inclusive os arquivos de configura��o da maior parte dos servi�os ? mas
lembre-se de que apenas o usu�rio root tem permiss�o para alter�-los.
No topo do menu ficam as op��es de acesso aos aplicativos recentemente executados. Na
base, o gerenciamento de sess�o, que permite bloquear a tela, iniciar um segundo ambiente gr�fico
simult�neo, ou encerrar a sua sess�o.
Exerc�cios propostos:
1. Crie uma segunda sess�o do KDE sem encerrar a atual.
2. Alterne entre as sess�es utilizando as teclas Ctrl+Alt+F7 e Ctrl+Alt+F8.
3. Aproveite para conhecer as sess�es em modo texto, pressionando Ctrl+Alt+F1 a
Ctrl+Alt+F6.
4. Altere o wallpaper em uma das sess�es gr�ficas, e verifique o efeito sobre a outra.
5. Encerre a segunda sess�o atrav�s do menu.
Os �cones do sistema
Voc� pode criar e remover �cones � vontade, como faz em qualquer outro sistema
operacional moderno. Os �cones originais do sistema d�o acesso aos dispositivos de armazenamento
reconhecidos automaticamente pelo sistema (discos r�gidos, disquetes, Cds, webcams...), �
impressora, � apresenta��o do SuSE e ao OpenOffice.
O �cone do OpenOffice merece aten��o especial, porque na primeira vez em que �
utilizado, faz a configura��o do aplicativo automaticamente. Quando isto acontecer, e o sistema
exibir a janela ?Address Data Source AutoPilot?, pressione ?Cancel?. Sim, o OpenOffice fornecido
� em ingl�s, embora exista uma vers�o em portugu�s para download em www.openoffice.org.br.
Exerc�cios propostos:
1. Crie um documento simples no OpenOffice, e grave-o com o nome de teste.sxw
2. Utilizando o �cone de sua unidade de CD, veja o conte�do do CD 1 do SuSE. Em
seguida, ejete-o.
3. Crie um �cone para a calculadora Kcalc. Dica: o execut�vel dela � /opt/kde3/bin/kcalc.
6. Configurando o idioma
Voc� j� deve ter notado que o ambiente gr�fico est� todo em portugu�s europeu, e tarefas
simples como a visualiza��o pr�via de um documento acabam virando ?Antevis�o em editor de
texto avan�ado embebido?. Felizmente a convers�o para a nossa l�ngua p�tria � tarefa simples, e
serve tamb�m como um primeiro contato com o Centro de Controle.
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No menu do sistema, selecione o ?Centro de Controlo? e aguarde o surgimento da janela
exibida na figura acima. Nela, clique em ?Regional e Acessibilidade?, e depois em ?Pa�s/Regi�o e
Lingua?. Note que o sistema est� configurado para Portugal... Como durante a instala��o tivemos o
cuidado de selecionar os pacotes do nosso idioma, basta trocar o campo Pa�s para Brasil, e o
Portugu�s Brasileiro surge na tela, conforme a figura abaixo.
Esta � uma das poucas altera��es que exigem o rein�cio do ambiente gr�fico (note que n�o
� necess�rio fazer reboot) para se tornarem efetivas. Encerre sua sess�o e fa�a novamente o logon, e
voc� dever� ver os menus e op��es dos programas em um idioma bem mais familiar.
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7. Os aplicativos para usu�rios
A inten��o deste cap�tulo � fazer um r�pido tour para demonstrar que a usabilidade dos
bons aplicativos para usu�rios do Linux n�o tem nada de muito diferente em rela��o aos demais
aplicativos que voc� tenha visto recentemente. Vamos passear por algumas das aplica��es
instaladas nos nossos computadores e verificar se elas s�o mais complexas ou menos funcionais.
Comecemos pela calculadora, acess�vel atrav�s do menu Escrit�rio / Calculation / Kcalc.
Interaja com ela, fa�a contas b�sicas e avan�adas. Simples, n�o?
Agora vamos navegar rapidamente pelos diret�rios do sistema. Em breve teremos uma aula
espec�fica sobre o que significa cada um dos diret�rios e arquivos, mas agora preocupe-se apenas
em abrir o navegador atrav�s do �cone da Casa no seu kicker, e em navegar atrav�s dos diret�rios do
seu sistema. Note como a navega��o � simples, e a estrutura de diret�rios e arquivos em �rvore �
bastante similar ao que voc� j� conhecia.
Agora vamos a um editor de textos simples, estilo bloco de notas. Abra o Kate, em
Escrit�rio / Editors / Kate. Escreva algumas linhas, grave seu documento. As fun��es n�o est�o
onde voc� esperaria que estivessem? Os aplicativos do Linux n�o s�o t�o complicados como voc�
ouviu falar, afinal... Se voc� for programador, v� em Ferraments / Modo de destaque e selecione a
sua linguagem favorita. Agora escreva algumas linhas de c�digo, e veja que o Kate � capaz de
demarcar a sintaxe de diversas linguagens corretamente ? este pequeno editor tem v�rios truques na
manga!
Explore os demais menus, guiado pelo instrutor. Conhe�a o navegador web, o cliente de e-
mail, veja o processador de textos e a planilha, e tenha uma boa no��o do que est� dispon�vel atr�s
de cada op��o do menu.
8. Comandos em modo texto na shell
Talvez voc� j� tenha ouvido falar que o uso do Linux exige o dom�nio de comandos em
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modo texto, ou que ele � feio, lento e desajeitado. A segunda parte j� deixou de ser realidade faz
tempo, e a primeira vem se tornando cada vez menos real.
Na administra��o de servidores, certamente o dom�nio do modo texto � uma grande
necessidade ? muitos servidores operam completamente sem modo gr�fico, para poupar recursos de
processamento. No desktop, entretanto, a maior parte das tarefas suportadas j� pode ser feita
completamente sem intera��o em modo terminal, e a shell (similar ao ?Prompt de comandos? nos
sistemas da Microsoft) � mantida mais para conveni�ncia dos usu�rios experientes (que certamente
conseguem fazer atrav�s dela opera��es completamente inacess�veis em modo gr�fico) do que
como um recurso para os usu�rios comuns.
Entretanto, ao seguir instru��es de manuais ou de artigos de revista, muitas vezes ser�
necess�rio recorrer � shell ? como ela varia pouco entre as diversas distribui��es de Linux,
normalmente a documenta��o a usa como base em seus exemplos. Eis porque teremos alguma
intera��o com a shell neste curso introdut�rio.
Para abrir seu terminal shell, pressione o �cone da concha em frente a um monitor no seu
Kicker. Ao contr�rio do que ocorre nos prompts de comandos de outros sistemas operacionais, a
janela da shell pode ser redimensionada como qualquer outra ? a sua geometria se adapta ao
tamanho selecionado.
A op��o ?Prefer�ncias? do menu da shell permite personalizar v�rios itens do aspecto da
shell. Em ?Fonte? voc� pode mudar a codifica��o e o tamanho dos caracteres. Em ?Teclado? pode-
se mudar o protocolo de comunica��o oferecido pela shell (Dica: isto pode resolver problemas de
acentua��o ou de caracteres estranhos aparecendo em programas antigos). Em ?Esquema? muda-se
o conjunto de cores e a apar�ncia geral do terminal. A op��o ?Sess�o?, no menu principal, permite
abrir v�rios prompts adicionais na mesma janela, e a� voc� pode alternar entre eles atrav�s dos
bot�es criados na barra de status.
Os comandos b�sicos
N�o vamos nos fixar em comandos em modo texto neste curso, mas alguns podem ser
importantes, principalmente para usu�rios com conhecimento das interfaces via comando de outros
sistemas operacionais. Note que todas as opera��es abaixo podem ser efetuadas de maneira intuitiva
atrav�s de uma interface tipo ?Explorer? acess�vel atrav�s do bot�o em formato de casa no Kicker.
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Para exibir a lista de arquivos, o comando � o ls. Usado sem nenhum par�metro, ele exibe
apenas os nomes dos arquivos do diret�rio corrente ? para ver uma listagem mais abrangente, com
informa��es adicionais al�m dos nomes, use ls -la. Voc� pode acrescentar um par�metro extra para
indicar o nome do diret�rio do qual voc� deseja ver o conte�do: ls -la /etc/init.d ir� mostrar o
conte�do do diret�rio /etc/init.d.
Para ver o conte�do de um arquivo via shell, use o comando less. Exemplo: less
/etc/inittab. Uma vez ?dentro? do less, voc� pode sair pressionando a tecla ?q?. A tecla ?/? permite
procurar por palavras, e a navega��o ocorre pelas teclas tradicionais ? setas, page up, etc. A tecla
?h? exibe uma refer�ncia dos demais comandos do less.
Quando precisar digitar o nome de um arquivo, voc� pode utilizar a tecla TAB para
complet�-lo. Por exemplo, para se quiser usar o comando less /etc/protocols, voc� pode digitar
apenas less /etc/prot e ent�o pressionar TAB ? e o shell completar� a digita��o para voc�. Para
limpar a tela, use Control+L. Para repetir comandos anteriores, use as teclas de setas ? e para
localizar comandos similares, use Page Up.
Para mudar o diret�rio corrente, use o comando cd, como no exemplo: cd /usr/local.
Usu�rios acostumados ao MS-DOS v�o notar que o comando CD sem par�metros n�o faz o que
eles est�o acostumados ? ele retorna ao diret�rio pessoal do usu�rio, e n�o exibe o nome do
diret�rio corrente. Para exibir o nome do diret�rio corrente, use pwd.
Para criar um diret�rio, use mkdir. Exemplo: mkdir teste123. Para excluir um diret�rio
vazio, use rmdir, como no exemplo: rmdir teste123.
Para editar arquivos em modo texto, existem v�rias op��es, desde o tradicional editor vi at�
alternativas mais simples (e menos poderosas) como o pico. Para editar o arquivo exemplo.txt com
o pico, digite pico exemplo.txt. Dentro do pico, use as teclas Control+o para gravar, e Control+x
para sair.
Para renomear ou mover um arquivo, use o comando mv. Por exemplo, para transformar
seu arquivo exemplo.txt em exercicio.txt, digite mv exemplo.txt exercicio.txt. Se voc� quisesse
mov�-lo para o diret�rio teste123, previamente criado, o comando seria similar: mv exemplo.txt
teste123.
Para copiar um arquivo, use o comando cp, com a mesma sintaxe do mv: cp exemplo.txt
exercicio.txt, ou cp exemplo.txt teste123
Para apagar um arquivo, use o comando rm. Exemplo: rm exemplo.txt
Virando root
Eventualmente voc� ter� necessidade de emitir comandos espec�ficos do administrador do
sistema (o usu�rio root). Para tornar-se o usu�rio root dentro de uma sess�o shell, use o comando
?su -? ou ?sux -?. O segundo � espec�fico da distribui��o SuSE, e permite que o
usu�rio root possa inclusive iniciar aplica��es gr�ficas a partir de sua shell.
Voc� pode usar tamb�m o comando su sem par�metro nenhum, mas a�
os scripts de inicializa��o do usu�rio n�o ser�o executados, e voc� poder� sentir
falta de alguns recursos presentes nele (como a reconfigura��o da vari�vel
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Introdu��o ao Linux ? Augusto C. Campos
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PATH, por exemplo).
Para retornar � situa��o pr�-root, use o comando exit ou pressione Control+d.
Exerc�cios propostos
1. Usando sua shell pessoall, tente exibir o conte�do do arquivo /etc/shadow com o
comando less /etc/shadow. Em seguida torne-se o root e tente o mesmo comando,
comparando os resultados obtidos.
2. Compare os efeitos do comando ?su? e ?su -? sobre o diret�rio corrente (que voc� pode
aferir atrav�s do comando pwd). Como voc� explicaria a diferen�a?
3. Voc� acha segura a abordagem de seguran�a em que o usu�rio administrador do sistema
tem acesso irrestrito a todos os recursos? Conhece modelos alternativos? Discuta o tema
em sala de aula.
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9. A �rvore de diret�rios
O Linux tem uma estrutura de diret�rios peculiar, objeto de uma s�rie de padroniza��es e
similar � que pode ser encontrada em vers�es comerciais de Unix. Alguns dos diret�rios b�sicos do
sistema merecem ser mencionados at� mesmo em um curso introdut�rio, pois ajudam a entender
melhor como o Linux funciona.
Acompanhe esta aula atrav�s do seu gerenciador de arquivos ? no menu do KDE, selecione
Navegador r�pido / Diret�rio raiz / Abrir no gerenciador de arquivos. Voc� ver� uma tela
similar � da Figura abaixo, mostrando o n�vel inicial da �rvore de diret�rios de sua m�quina. Nesta
janela. Use o menu Ver / Modo de Vis�o para selecionar o tipo de visualiza��o que voc� prefere ?
�cones, detalhes, �rvore...
Os diret�rios de bin�rios
Os diret�rios de bin�rios cont�m comandos e programas execut�veis. A palavra ?bin�rios?
n�o deve ser tomada ao p� da letra ? v�rios programas s�o em linguagens interpretadas (como Perl e
bash) e est�o gravados em formato textual. Os principais s�o o /bin e o /sbin, mas existem outros
dentro de �reas como o /usr e o /opt, como veremos adiante. A diferen�a entre o /bin e o /sbin � que
no �ltimo devem ficar todos os comandos e programas necess�rios durante o boot da m�quina ?
portanto, ele deve sempre residir no mesmo disco ou parti��o que o diret�rio raiz.
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O diret�rio de configura��o
Os arquivos de configura��o dos diversos servi�os instalados na sua m�quina devem
preferencialmente residir no /etc. Ele tamb�m precisa estar no seu diret�rio raiz, por ser necess�rio
durante o boot.
O diret�rio de boot
No /boot residem os arquivos est�ticos necess�rios ao processo de boot do kernel, inclusive
o pr�prio kernel e eventualmente uma imagem de disco virtual contendo drivers para os primeiros
est�gios da inicializa��o. De modo geral ocupa menos de 10MB, e pode estar em uma parti��o
separada ? algumas BIOS antigas podem exigir que este diret�rio esteja gravado no in�cio do disco
r�gido.
O diret�rio de dispositivos
O /dev abriga arquivos que virtualizam todos os dispositivos de entrada e sa�da ? terminais,
teclado, portas seriais e paralelas, teclado e at� mesmo os pr�prios discos.
O diret�rio de bibliotecas
As bibliotecas compartilhadas essenciais (equivalentes �s DLLs do mundo Windows) das
aplica��es e os m�dulos do kernel ficam gravadas no /lib.
Os pontos de montagem de m�dias remov�veis
Quando voc� acessa um CD, disquete ou mesmo um disco
compartilhado via rede, ele se torna integrante (diz-se que ele foi ?montado?)
do diret�rio /mnt ou /media. Seu disquete, ap�s montado, pode ser visualizado
em /mnt/floppy; o CD pode vir a ser lido em /media/cdrom.
Diret�rios pessoais
O diret�rio pessoal do usu�rio root � o /root. Os demais diret�rios
pessoais devem estar sempre dentro do /home.
O indicador de status
O diret�rio /proc � virtual ? ele n�o ocupa espa�o f�sico real nos seus discos ou na
mem�ria. Seus arquivos servem como ponto de acesso para uma s�rie de vari�veis e recursos do
sistema. Por exemplo, se voc� acessar o conte�do do arquivo (virtual) /proc/cpuinfo ver�
informa��es sobre os processadores da sua m�quina.
Os diret�rios de vari�veis
Logs, filas de impress�o e de e-mail e outros arquivos mantidos dinamicamente pelo
sistema s�o armazenados no /var. J� no /tmp s�o armazenados apenas arquivos tempor�rios.
A segunda hierarquia
Dentro do diret�rio /usr nasce uma segunda hierarquia, id�ntica � anterior. Dentro do
/usr/bin, por exemplo, pode residir o mesmo tipo de arquivos que residiria no /bin ? desde que n�o
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sejam necess�rios durante o boot. Eventualmente pode haver mais um terceiro n�vel, dentro de
/usr/local. As raz�es por tr�s das hierarquias adicionais s�o hist�ricas, mas elas permitem manobras
interessantes, como a grava��o em m�dias protegidas contra grava��o, ou o compartilhamento de
um mesmo diret�rio /usr por uma s�rie de computadores ligados em rede. Alguns conte�dos
interessantes podem ser encontrados por padr�o dentro da hierarquia do /usr ? um exemplo � a
documenta��o dos pacotes instalados, que deve residir em /usr/share/docs.
Outros diret�rios
Outros diret�rios podem existir na sua �rvore sem violar o padr�o. O SuSE Linux usa
extensivamente o /opt, por exemplo, para instala��o de �rvores de diret�rios adicionais criadas por
pacotes espec�ficos, como o KDE e o OpenOffice.
Quem garante?
E quem garante que cada distribui��o de Linux v� obedecer aos padr�es existentes?
Ningu�m. Mas os usu�rios esperam isso ? desrespeitar os padr�es significa que softwares
desenvolvidos levando em conta os padr�es existentes n�o ir�o funcionar na sua distribui��o.
O desrespeito aos padr�es pode levar a problemas s�rios: uma vers�o relativamente antiga
de uma distribui��o de Linux bastante usada no Brasil gravava seu arquivo de defini��o de fusos
hor�rios dentro do diret�rio /usr. Quando algum administrador de sistemas experiente optava por
gravar o diret�rio /usr em uma parti��o ou disco separado (respeitando o padr�o), o arquivo deixava
de estar dispon�vel durante o boot. Resultado? Um erro dif�cil de identificar, que resultava em
problemas principalmente durante o hor�rio de ver�o.
Assim, as distribui��es que desejam participar do mercado corporativo tendem a aderir aos
padr�es, evitando causar problemas desnecess�rios aos administradores. Distribui��es
desenvolvidas para objetivos acad�micos ou por hobby podem se dar ao luxo de criar seus pr�prios
padr�es.
Para conhecer melhor os padr�es, visite:
www.linuxbase.org
www.pathname.com/fhs
www.li18nux.net
10.A documenta��o
O Linux � fornecido com grande volume de documenta��o. Bons manuais s�o o diferencial
das distribui��es mais orientadas ao mercado corporativo, mas tamb�m est�o dispon�veis junto �s
distribui��es ?livres? e at� mesmo em produ��es independentes.
O SuSE Linux 8.2 vem acompanhado de dois manuais impressos, sendo um deles voltado
para a administra��o do sistema e o outro voltado ao usu�rio. Como seria de se esperar em um
produto vindo do software livre, o conte�do dos manuais vem gravado nos Cds e � instalado
juntamente com o sistema, podendo ser acessado atrav�s do �cone da b�ia salva-vidas no seu kiosk.
No mesmo �cone voc� encontra pontos de acesso a uma s�rie de outros itens de
documenta��o que s�o instalados junto com o seu sistema: os manuais (man) dos comandos, o guia
do usu�rio do KDE, guias para desenvolvedores, e muito mais.
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Boa parte da documenta��o pode ser acessada tamb�m atrav�s do modo
texto. Para ler o manual de um comando qualquer, use o comando man. Por exemplo,
para ler o manual do comando cp, use man cp. Alguns comandos mais ?modernos?
n�o disp�em de manuais no antigo formato man, e para eles usa-se o comando info -
exemplo: info less. Outros comandos ainda possuem documenta��o atrav�s do
sistema help ? exemplo: help pwd.
Existe muita documenta��o dispon�vel na Internet, tamb�m. Em portugu�s pode-se contar
com:
Os manuais e guias da Conectiva: http://www.conectiva.com.br/cpub/pt/doc
FAQ: http://www.conectiva.com.br/cpub/pt/suporte/perguntaserespostas.php
Guia Foca Linux: http://focalinux.cipsga.org.br/
Tutoriais Linux in Brazil: http://artigos.br-linux.com/
al�m de muitos outros sites. J� em ingl�s, as dicas b�sicas s�o o Linux Documentation
Project (www.tldp.org) e a �rea Linux do Google (www.google.com/linux).
Se voc� preferir participar interativamente, perguntando e respondendo, uma sugest�o �
assinar a lista linux-br (instru��es em http://linux-br.conectiva.com.br/ - note que apesar da URL,
n�o se trata de uma lista exclusiva sobre o Conectiva Linux) ou participar de f�runs online como o
br-linux.com ou o www.underlinux.com.br.
Para informa��es espec�ficas sobre a SuSE, o site brasileiro � www.suse-brasil.com.br, e o
internacional � www.suse.com. Eles tem instru��es sobre como assinar as listas de e-mail
relacionadas a seus produtos.
11.Administra��o do sistema
Todo sistema operacional precisa de administra��o, em maior ou menor grau. H�
necessidade de manter atualizadas as contas e senhas de usu�rios, gerenciar a ocupa��o dos discos,
dimensionar a quantidade de tarefas em execu��o simult�nea, manter a comunica��o com os
perif�ricos e com a rede, e muito mais.
As ferramentas fornecidas para administra��o do sistema servem como um dos principais
diferenciais entre as distribui��es ? algumas oferecem alternativas que de t�o automatizadas
chegam a ser intrusivas, enquanto outras limitam-se ao m�nimo necess�rio.
O ?m�nimo necess�rio?, no caso, pode ser um editor de texto capaz de alterar os arquivos
de configura��o do Linux ? seguindo a tradi��o do mundo Unix, a absoluta maioria dos softwares
para Linux pode ser configurada a partir de arquivos texto. E as ferramentas intrusivas s�o aquelas
que sobrescrevem estes arquivos de configura��o sem considerar altera��es eventualmente
inseridas de forma manual pelo administrador do sistema.
Cada distribui��o de Linux oferece a sua pr�pria ferramenta de administra��o, e todas t�m
suas vantagens e problemas. Algumas ferramentas de administra��o s�o desenvolvidas de forma
independente de qualquer distribui��o, e podem ser instaladas com relativa facilidade em qualquer
sistema. Um exemplo desta categoria � o Webmin, que permite o gerenciamento remoto via
navegador web, com uma interface como a da figura abaixo:
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Os m�dulos do webmin t�m interfaces avan�adas e simples de usar. Veja como funciona a
inclus�o de um usu�rio:
Este foi apenas um exemplo, mas h� uma s�rie de outras ferramentas dispon�veis para esta
mesma fun��o. Neste curso, entretanto, iremos concentrar nosso foco no YaST, a ferramenta de
administra��o que acompanha o SuSE Linux.
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O YaST
O YaST � uma interface de gerenciamento completamente gr�fica, mas que tamb�m
oferece uma interface em modo texto para facilitar a administra��o remota (via ssh ou telnet) e a
administra��o de servidores sem modo gr�fico.
A tela inicial do YaST exibe � esquerda os �cones dos grupos de servi�os gerenci�veis pelo
YaST, e � direita os �cones do grupo default, que � o do gerenciamento de software. Note na figura
a abrang�ncia dos grupos: Software, Hardware, Rede, Seguran�a, Usu�rios, Sistema e Diversos.
Vamos agora visitar os principais grupos. Como se trata de experi�ncia interativa, a
apostila n�o ir� abordar as configura��es individualmente ? acompanhe as exposi��es juntamente
com o instrutor.
Gerenciamento de usu�rios e seguran�a
Vamos iniciar pelo gerenciamento de usu�rios, dispon�vel no grupo ?Seguran�a e
usu�rios?. O �cone ?Editar e criar usu�rios? permite visualizar a listagem dos usu�rios do seu
sistema, alter�-los, exclu�-los e at� mesmo incluir novos. Usu�rios experientes de Linux v�o notar
que o sistema, por default, exibe apenas a listagem dos usu�rios locais. Utilizando a op��o
?Configurar Filtro? voc� pode exibir tamb�m os usu�rios administrativos do sistema, como o root e
o nobody ? mas n�o os altere a n�o ser que tenha boa raz�o para isto! Acompanhe o instrutor nas
opera��es de cria��o, altera��o e exclus�o de usu�rios, e veja tamb�m as op��es avan�adas,
inclusive a criptografia utilizada nas senhas (DES, MD5 e Blowfish) e a fonte utilizada na
autentica��o (arquivos locais, NIS, NIS+ e LDAP).
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O �cone ?Configura��es de seguran�a? permite definir o n�vel de seguran�a usado na
m�quina, variando de 1 (esta��o de trabalho dom�stica) a 3 (servidor de rede). Pode-se tamb�m
alterar detalhes individualmente, incluindo o tratamento de senhas, das teclas Ctrl+Alt+Del, da
possibilidade de shutdown para usu�rios comuns, do m�todo utilizado para login, do gerenciamento
de arquivos e outros.
Acesso a rede
O grupo ?Dispositivos de rede? permite configurar as suas interfaces, inclusive ADSL,
modems, placas de rede, Fax, secret�ria eletr�nica e ISDN. A maior parte dos dispositivos de rede
comuns s�o detectados automaticamente, e o uso dos �cones deste grupo em geral limita-se a
configura��es de software ? detalhes da discagem para provedores Internet, ou a configura��o do IP
da sua placa de rede.
Clique no �cone da placa de rede para fazer a configura��o IP. Caso ela n�o apare�a na lista
de dispositivos j� configurados, pressione o bot�o Configurar e informe os dados solicitados; caso
contr�rio, pressione Modificar, selecione Editar e veja uma tela como a da figura abaixo:
Nela voc� pode selecionar a configura��o autom�tica (se sua rede contar com servidor
DHCP) ou informar manualmente dados como o endere�o IP, a m�scara, o endere�o do servidor
DNS e o Gateway padr�o.
Servi�os de rede
Este � um grupo que vem crescendo a cada nova edi��o do SuSE Linux. Ainda n�o �
poss�vel configurar os servi�os de rede mais avan�ados (como o Apache e o Samba) por aqui, mas
tudo indica que logo teremos esta comodidade.
Entre os servi�os j� dispon�veis neste grupo, temos os diversos autenticadores de rede
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(NIS, NIS+, LDAP, Kerberos), configura��es relacionadas a servi�os de nomes (defini��es de
nomes locais e arquivo de hosts, acesso a servidor DNS), compartilhamento de arquivos via NFS,
roteamento, acesso a proxy, acesso a e-mail e servi�os de rede (inetd). Os dois �ltimos, por serem
mais complexos, ser�o vistos com mais detalhes.
Quanto ao servi�o de e-mail, visto na figura acima, a primeira escolha � quanto ao tipo de
conex�o. Em conex�es discadas, o servidor de e-mail acumula as mensagens, e elas s� s�o enviadas
quando explicitamente solicitado pelo administrador de sistemas. Neste passo pode-se tamb�m
habilitar o uso de um antiv�rus no servidor. Em seguida, pode-se especificar um servidor (?relay?)
de sa�da, para os casos em que se deseja rotear todo o e-mail atrav�s de um servidor remoto (com
suporte inclusive a mascaramento e autentica��o SMTP), e pode-se tamb�m habilitar a recep��o de
e-mail remoto (inclusive atrav�s de servidores POP e IMAP de outros provedores, e com suporte a
apelidos e a dom�nios virtuais).
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J� quando se trata dos servi�os de rede (inetd), a explica��o tem que ser um pouco mais
detalhada. O inetd � um servi�o especial, cuja principal tarefa � monitorar as interfaces do sistema e
iniciar automaticamente os demais servidores (exemplo: FTP, IMAP, POP) quando detecta alguma
requisi��o externa.
Atrav�s do seu �cone no YaST, o administrador pode ativar o inetd (na verdade trata-se de
um software chamado de xinetd) e configurar em uma interface como a da figura acima quais os
servi�os que ser�o providos atrav�s dele. No caso de servi�os cujo software correspondente n�o
tenha sido instalado, a ativa��o gera automaticamente uma requisi��o de instala��o do software
necess�rio, a partir dos Cds do sistema. Por exemplo, se voc� deseja que seu computador aceite e
suporte conex�es via FTP, basta ativar o xinetd e usar o bot�o ?Toggle Status? para ativar o servi�o
correspondente.
Hardware
No grupo Hardware encontramos as ferramentas de suporte � configura��o dos diversos
dispositivos suportados pelo YaST. Note que h� dispositivos suportados e reconhecidos
automaticamente pelo SuSE Linux mas que n�o possuem op��o de configura��o pelo YaST ?
exemplos disso s�o as c�meras digitais e webcams.
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O �cone Informa��o de Hardware mostra uma lista dos dispositivos reconhecidos pelo
sistema, mesmo que n�o tenham sido configurados automaticamente. Veja na figura acima um
exemplo, com o primeiro n�vel de detalhe sobre a CPU, o disco e a placa de v�deo. O segundo n�vel
de detalhe, n�o mostrado na figura, exibe uma quantidade surpreendente de informa��es sobre o
equipamento.
O �cone Modo IDE DMA permite ligar ou desligar o acesso de alta velocidade aos
dispositivos IDE (discos r�gidos, unidades de CD). De modo geral, a �nica raz�o para desligar o
modo DMA (que garante velocidades bem superiores) � na exist�ncia de problemas de
compatibilidade com dispositivos antigos.
O �cone da placa de v�deo o monitor permite selecionar a resolu��o, profundidade de cores
e acelera��o 3D de seu equipamento ? ou coloc�-lo em modo texto definitivamente. Al�m disso
pode-se utilizar o suporte a m�ltiplos monitores simult�neos, quando o hardware suportar esta
configura��o. Se em algum teste voc� descobrir que seu micro n�o d� mais boot em modo gr�fico,
use o comando ?SaX2 -l? (� um L min�sculo, e n�o o n�mero 1) no modo texto para reconfigurar.
Exerc�cio proposto:
1. Usando o �cone Informa��o de Hardware, compare a sua configura��o com a dos demais
colegas de treinamento, identificando diferen�as reconhecidas pelo sistema.
Sistema
Esta op��o � espec�fica para usu�rios avan�ados. Os m�dulos permitem a configura��o do
boot do sistema, criar disquete de boot ou de resgate, escolher o idioma b�sico utilizado pelo YaST
e pelos aplicativos, fazer e restaurar backups simples, reparticionar e configurar volumes l�gicos
(LVM) alterar o fuso hor�rio e o mapa do teclado.
Algumas op��es merecem destaque, embora n�o sejam objeto deste curso introdut�rio. A
primeira delas � o Gerenciador de Perfil, que permite arquivar m�ltiplas configura��es para uma
mesma m�quina ? pense em um notebook que pode ser usado em mais de uma rede com
configura��es completamente diferentes, ou em uma m�quina usada em treinamentos que precisa
ser servidor de manh� e esta��o de trabalho � tarde.
O editor de runlevel permite definir quais servi�os ir�o ser executados em sua m�quina. A
explica��o sobre os diversos n�veis de execu��o (runlevels) ser� dada mais adiante, mas atrav�s
deste editor pode-se definir qual o runlevel padr�o da m�quina, e quais os servi�os (exemplo:
servidor web, servidor de correio, login gr�fico) estar�o ativos em cada runlevel.
O editor do /etc/sysconfig � o �ltimo recurso do administrador de sistemas que n�o deseja
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editar arquivos texto de configura��o diretamente. Atrav�s dele pode-se localizar at� mesmo as
op��es mais obscuras suportadas pelo YaST, e alter�-las em uma interface gr�fica com ajuda
online.
12.Gerenciando impressoras
Manipular impressoras atrav�s do YaST � uma tarefa f�cil. Nos exemplos, vamos utilizar
uma impressora conectada via rede, mas eles podem ser facilmente adaptados para impressoras
conectadas localmente.
Para configurar sua impressora, utilize o �cone correspondente no grupo Hardware do
YaST. Na primeira execu��o ele pode demorar mais do que o esperado, porque ele tentar� localizar
sua impressora local utilizando todas as portas dispon�veis. A figura abaixo mostra a tela de
configura��o sem que nenhuma impressora tenha sido reconhecida automaticamente.
Se voc� ligar uma impressora paralela agora, pode apertar o bot�o ?Reiniciar detec��o? e
aguardar a configura��o autom�tica, mas para o caso de impressoras de rede a �nica possibilidade �
a configura��o manual.
No nosso exemplo iremos configurar uma impressora Lexmark T520 conectada via rede
local. A opera��o � simples. Clique no bot�o ?Modificar?, depois em ?Adicionar?, ?Mostrar mais
tipos de conex�o?, ?Fila de pr�-filtro para impressora LPD?, preencha o endere�o da impressora na
rede e o nome da fila remota (geralmente � ?lp?), selecione o fabricante e modelo, defina um nome,
descri��o e localiza��o da sua impressora conforme os padr�es adotados em sua organiza��o e
confirme a opera��o. Parece uma seq��ncia longa, mas � uma t�pica receita de bolo que funciona
para a maior parte das impressoras conectadas diretamente a redes locais ? embora haja suporte
tamb�m a impressoras paralelas e conectadas a servidores de impress�o Unix/Linux, Novell e
Windows (veja figura abaixo).
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Utilizando o mesmo �cone pode-se editar a configura��o das impressoras, tornando-as
inativas, configurando folhas de rosto e v�rias outras op��es.
Para imprimir, utiliza-se os recursos dos pr�prios programas aplicativos. Para imprimir um
arquivo texto a partir da shell, pode-se utilizar o comando ?lpr -Pimpressora arquivo.txt?,
substituindo o nome da impressora e o nome do arquivo ? note que n�o h� espa�o entre o P
mai�sculo e o nome da impressora.
Para exibir a lista dos trabalhos pendentes em uma fila de impress�o, utiliza-se o comando
?lpq -Pimpressora?, e para remover um deles o comando � ?lprm -Pimpressora n�mero?. O
exemplo da figura abaixo n�o usa o par�metro -P, desnecess�rio quando se opera sobre a
impressora default do sistema.
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13.Gerenciamento de discos
Este cap�tulo n�o ir� tratar de quest�es como o particionamento ou o gerenciamento de
RAID e volumes l�gicos ? estas s�o mat�rias complexas que mereceriam cursos espec�ficos para
elas. Entretanto, todo usu�rio e administrador de sistema tem a eventual necessidade de gerenciar o
espa�o livre em seus discos, ou de localizar um determinado arquivo cujo nome � conhecido mas
n�o se sabe onde est�. Usaremos preferencialmente ferramentas de modo texto para esta finalidade.
Descobrindo o espa�o livre
Uma das necessidades mais comuns relacionadas ao gerenciamento de discos diz respeito
ao espa�o livre. O comando df apresenta o total dispon�vel em cada parti��o do computador, como
no exemplo abaixo, de um servidor bastante lotado:
root@jurere /etc> df
Filesystem 1024-blocks Used Available Capacity Mounted on
/dev/sda5 396500 356805 19214 95% /
/dev/sda7 598634 204566 363145 36% /opt
/dev/sda12 893986 526005 321796 62% /usr
/dev/sda6 598634 418964 148747 74% /var
/dev/sdc1 4950048 4591001 102812 98% /users
/dev/sda11 5839303 5217784 319097 94% /users2
/dev/sdc5 3633411 3212673 232780 93% /users3
/dev/sdb1 6921609 6487165 75793 99% /users4
/dev/sdb2 5932328 5317990 307095 95% /users5
/dev/sdb4 4299860 3741990 335370 92% /users6
Note que a coluna mais � direita indica o nome do diret�rio associado a cada uma das
parti��es, a coluna available indica o espa�o livre (em Kbytes) e a coluna Capacity indica quanto do
espa�o j� est� ocupado, em percentual.
A op��o -h exibe os valores em forma mais f�cil de ler:
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root@jurere /etc> df -h
Filesystem Size Used Avail Capacity Mounted on
/dev/sda5 387M 348M 19M 95% /
/dev/sda7 585M 200M 355M 36% /opt
/dev/sda12 873M 514M 314M 62% /usr
/dev/sda6 585M 409M 145M 74% /var
Dica: o comando kdf pode fornecer a mesma informa��o, mas em modo gr�fico.
Descobrindo quem est� usando o espa�o
Para descobrir os vil�es respons�veis pelo maior consumo do seu espa�o, use o comando
du. Entre suas m�ltiplas op��es, o -S (mai�sculo) separa os subdiret�rios e o -x desconsidera
arquivos e diret�rios que estejam em parti��es diferentes.
Adiantando uma mat�ria de um cap�tulo posterior, podemos usar os filtros de texto do
Linux para listar os 5 maiores diret�rios abaixo de um determinado diret�rio, como no exemplo
abaixo que lista os maiores diret�rios abaixo do /f/grupos/inf:
root@jurere /> du -Sx /f/grupos/inf | sort -nr | head -5
12817 /f/grupos/inf/gm
11035 /f/grupos/inf/eliane
9830 /f/grupos/inf/Curso UML
4340 /f/grupos/inf
4044 /f/grupos/inf/agreg
O par�metro -h pode ser usado para facilitar a leitura dos n�meros, mas ao mesmo tempo
ele torna os resultados incompat�veis com o filtro de ordena��o:
root@jurere /> du -Sxh renato
8.9K /users/net/users/renato/Forum
2.0M /users/net/users/renato/backup/altguia2
1.5M /users/net/users/renato/backup
3.3M /users/net/users/renato/filiacao/0506
339K /users/net/users/renato/filiacao/0805
A op��o Sistema / Filesystem tools / Kdir Stats do seu menu oferece a mesma
funcionalidade, mas em modo gr�fico.
Localizando arquivos
O comando b�sico para localizar arquivos no disco � o find, cuja sintaxe � praticamente
uma linguagem, e permite realizar uma s�rie de opera��es complexas. Neste curso introdut�rio,
vamos ver apenas os itens mais comuns.
A busca mais simples � a baseada em nomes de arquivos. Se voc� quiser procurar dentro
do diret�rio /users apenas os arquivos com a extens�o ?.xls?, pode usar o comando find /users
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-name '*.xls' como no exemplo abaixo:
root@jurere /> find /users -name '*.xls'
/users/net/temp/Banco_horas.xls
/users/_zonas/public/out/multa.xls
O segundo par�metro � a origem da pesquisa, o terceiro � o tipo da busca e o quarto � o
argumento da busca. Para pesquisar arquivos chamados ?backup? no disco inteiro, o comando seria
find / -name backup. Note que a barra utilizada como segundo par�metro indica que a pesquisa
deve ocorrer no disco todo.
Pode-se tamb�m fazer pesquisas baseadas no tamanho do arquivo. O comando find /users
-size +1000000c mostraria todos os arquivos abaixo do diret�rio /users e que tenham mais de
1.000.000 de caracteres. Pode-se combinar pesquisas, como em find /users -size +1000000c -name
'*.zip'.
O comando find tem uma s�rie de recursos adicionais ? digite man find para ver os
detalhes. A boa not�cia � que o ambiente gr�fico KDE tem uma interface bastante amig�vel para a
localiza��o de arquivos, permitindo inclusive fazer filtros pelo conte�do dos mesmos, data de
cria��o, tamanho e v�rias outras op��es ? ela est� na op��o Encontrar arquivos, no menu do
sistema.
Al�m disso, se voc� instalar o pacote adicional findutils-locate, poder� utilizar o comando
locate para pesquisas super-r�pidas baseadas em um �ndice de arquivos. Este �ndice � gerado
automaticamente uma vez por dia, ou toda vez que o administrador da m�quina utilizar o comando
updatedb.
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Restri��es e permiss�es de acesso
O sistema de permiss�o de acesso do Linux protege o sistema de arquivos do acesso
indevido de pessoas ou programas n�o autorizados.
Os direitos de acesso s�o fornecidos a tr�s classes distintas de usu�rios:
O usu�rio dono do arquivo, representado pela letra u;
O grupo dono do arquivo, representado pela letra g;
Todos os outros usu�rios, representados pela letra o (de outros).
Eles tamb�m se dividem em tr�s categorias de privil�gio:
Leitura (r, de Read)
Escrita (w, de Write)
Execu��o (x, de eXecute)
Todo arquivo do Linux possui um conjunto de privil�gios definido para cada uma das tr�s
classes, e o sistema operacional sempre obedece a estes privil�gios, e for�a todos os usu�rios a
obedec�-los tamb�m ? exceto quando se trata do usu�rio root, que tem acesso a todos os arquivos.
A figura abaixo mostra o editor de permiss�es do gerenciador de arquivos do KDE. Note a matriz
formada pelas classes e pelas categorias:
Aqui, o arquivo pode ser escrito apenas por seu propriet�rio, mas pode ser lido e executado
pelo propriet�rio, pelo grupo e pelos demais usu�rios ? ou seja, por todos.
Geralmente as permiss�es s�o descritas como uma sequ�ncia de 10 caracteres, sendo que
o primeiro indica se ele � um diret�rio e os demais formam 3 grupos de 3 caracteres indicando os
privil�gios de cada classe de usu�rio. A seq��ncia ?- rwx r-x r-x? indica que o usu�rio propriet�rio
do arquivo tem direitos de leitura, escrita e execu��o, o grupo propriet�rio tem leitura e execu��o, e
os outros usu�rios t�m tamb�m leitura e execu��o ? a mesma combina��o vista na figura acima.
Veja como o mesmo arquivo da figura seria exibido pelo comando ?ls -l?:
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-rwxr-xr-x 1 brain users 482 2000-05-23 22:12 bin/terminal
Voc� pode alterar as permiss�es dos seus arquivos atrav�s do editor de propriedades
exibido na figura, ou atrav�s do comando chmod. O chmod tem muitas op��es de sintaxe, mas a
mais simples � a que acrescenta ou retira privil�gios de cada uma das classes. Alguns exemplos:
Dar permiss�o de execu��o para o usu�rio: chmod u+x arquivo
Dar permiss�o de leitura para o usu�rio e o grupo: chmod ug+r arquivo
Retirar permiss�o de escrita dos outros: chmod o-w arquivo
Os tr�s exemplos acima acrescentam e retiram apenas as permiss�es explicitamente
citadas, sem alterar as demais. Existem muitas outras formas de manipular permiss�es usando o
comando chmod, e existem at� mesmo permiss�es avan�adas (SUID, SGID e sticky) que n�o
vamos mencionar neste curso introdut�rio ? conte com a documenta��o do comando chmod para
conhecer os detalhes.
Dica: Este modelo de permiss�es, que segue o modelo tradicional do Unix, pode ser
substitu�do e complementado de v�rias maneiras. Uma delas � a instala��o de ACLs (como as do
HP-UX e do Windows NT) e atributos extendidos ? n�o veremos detalhes neste curso, mas voc�
pode se informar em http://acl.bestbits.at/.
14.Instalando e gerenciando software
A instala��o de software adicional � feita atrav�s da op��o Instalar e Remover Software,
do grupo Software do YaST. A figura abaixo mostra a interface b�sica:
Note que s�o 5 pain�is distintos. Da esquerda para a direita temos:
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O seletor de filtros, que permite optar entre ver todos os pacotes dispon�veis para a
instala��o, limitar-se aos recomendados pela SuSE ou fazer buscas espec�ficas;
A lista de pacotes do grupo definido no seletor de grupos, ou resultante de uma pesquisa
efetuada pelo usu�rio. Cada pacote tem um campo de status (que indica se ele est�
instalado, se est� em conflito com outro, etc.), o nome e uma breve descri��o em ingl�s;
Os dados sobre o pacote selecionado, incluindo descri��o, depend�ncias em rela��o a
outros pacotes, etc.
Um resumo do espa�o livre em disco;
O seletor de grupos, permitindo escolher o escopo da lista de pacotes apresentada.
Para instalar ou desinstalar um pacote, basta alterar o seu campo status na lista. Se esta
opera��o quebrar alguma rela��o de depend�ncia, o sistema alertar� e dar� sugest�es sobre as
poss�veis alternativas, incluindo a instala��o de pacotes adicionais, se necess�rio.
Fazer uma pesquisa � simples: selecione a op��o Pesquisa no seletor de filtros, preencha a
palavra desejada, e pressione Enter.
Ao terminar suas altera��es, clique no bot�o Aceitar, e o sistema ir� solicitar a inser��o
dos Cds conforme necess�rio.
� poss�vel tamb�m instalar e gerenciar pacotes a partir da shell. Alguns comandos �teis
s�o:
Instalar um pacote novo: rpm -ivh nome.rpm
Fazer upgrade de um pacote: rpm -Uvh nome.rpm
Remover um pacote: rpm -e nome
Listar os pacotes instalados: rpm -qa
Ver informa��es sobre um pacote instalado: rpm -qi nome
Ver a lista de arquivos de um pacote instalado: rpm -ql nome
Ver informa��es sobre um pacote n�o instalado: rpm -qpi nome.rpm
Ver a lista de arquivos de um pacote n�o instalado: rpm -qpl nome.rpm
� poss�vel tamb�m fazer a atualiza��o dos softwares via Internet, usando o �cone
Atualiza��o online no YaST. Neste caso, o sistema verifica no servidor de Internet da SuSE os
pacotes que foram alterados desde a �ltima atualiza��o do computador e permite o download e
instala��o automatizada das vers�es novas.
15.Sobrevivendo no modo texto
Nota: este cap�tulo foi extra�do do artigo ?O poder do modo texto?, de Aur�lio M. Jargas,
publicado pela Revista do Linux.
O que para a maioria dos usu�rios s�o funcionalidades fant�sticas do mundo gr�fico, para
outros n�o passam de futilidades. Ali�s, no Linux, s�o muitos os usu�rios que fazem apologia do
modo texto, sem interfaces gr�ficas, sem mouse, em um terminal de fundo preto, basicamente
devido ao poder e flexibilidade obtidos. S�o os que n�o adotam o mouse porque consideram os
atalhos de teclado muito mais r�pidos. Dispensam o ambiente gr�fico porque o julgam uma
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"desespecializa��o", uma padroniza��o que nivela o especialista por baixo e pela m�dia. Uma
camisa-de-for�a inaceit�vel.
Mais do que qualquer apologia do modo texto, por�m, nada como a demonstra��o de
conceitos e o detalhamento de exemplos para mostrar suas vantagens. E a realidade � que h� muitas
tarefas que n�o podem ser feitas em aplica��es gr�ficas ou que, se podem, n�o alcan�am toda a
flexibilidade do modo texto.
Vamos a uma an�lise r�pida. O que temos no mercado, aos milhares, s�o aplicativos
gr�ficos para sistemas operacionais "gr�ficos", que tentam centralizar diversas tarefas e, assim,
monopolizar o uso. Quase sempre, desempenham todas as tarefas aqu�m do grau ideal para cada
uma. Resultado: o usu�rio acaba tendo um aplicativo muito gen�rico e pouco especialista, que no
fim acaba n�o sendo �timo para nenhuma das tarefas isoladamente. Ganha-se em integra��o, mas
perde-se em flexibilidade. Exemplos s�o o Lotus Notes, Microsoft Office, etc.
Tamb�m existe aquele outro tipo de programa, chamado de front-end, que � apenas uma
interface "bonitinha" para o usu�rio, que acessa um programa n�o-gr�fico, cheio de op��es. O
grande problema � que geralmente essa interface n�o cont�m todas as op��es do programa,
limitando seu uso, como em alguns aplicativos do KDE e do Gnome.
J� o Unix, o Linux e o Java seguem uma filosofia contr�ria: a modularidade. Pequenos
aplicativos, cada um com uma tarefa bem espec�fica e definida, que desempenham de maneira
eficiente e confi�vel. Combinando essas pequenas "ferramentas", conseguimos todo o poder,
flexibilidade e confiabilidade necess�rios a uma tarefa. S�o essas ferramentas e dicas de uso que
vamos comentar.
Numa alus�o simples mas did�tica, o modo gr�fico � compar�vel a um carrinho de
pl�stico, pronto e imut�vel. E o modo texto pode ser comparado a um Lego�, com todas as pe�as
para montar o carrinho da maneira que bem se entenda. Se amanh� seu carrinho precisar de mais
duas rodas, basta acrescent�-las, sem traumas ou esfor�o.
Ao contr�rio do que possa parecer, "montar" o seu carrinho n�o � complicado. Basta
entender um conceito b�sico, como o redirecionamento, e voc� j� sai criando. Isso n�o � uma
exclusividade de administradores de sistema, e voc�, como usu�rio normal, pode se beneficiar
dessas ferramentas, automatizando tarefas repetitivas e extraindo informa��es de maneira r�pida e
eficiente.
Primeiro, vamos dar uma olhada nas ferramentas mais usadas:
cal: mostra o calend�rio
cat: mostra o conte�do de um arquivo
crontab: agenda tarefas de sistema
cut: "corta" peda�os de uma linha
date: mostra a data e hora atuais
du: mostra o uso do disco
find: "acha" arquivos no sistema
grep: procura palavras num texto
more: pagina um fluxo de texto
sort: "ordena" um texto
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tr: "traduz" texto (no sentido de trocar letras)
uniq: elimina linhas repetidas seguidas num texto
wc: conta letras, palavras e linhas de um texto
Antes de partirmos para os exemplos pr�ticos, lembremos o �nico conceito fundamental:
redirecionamento. Temos um comando para mostrar o conte�do de um arquivo, o cat.
Experimente:
cat /etc/inittab
E o comando cat exibir� esse arquivo no v�deo. Como voc� p�de
perceber, o arquivo � muito grande, e rola na tela. Ent�o podemos usar um
utilit�rio cuja �nica fun��o � paginar um fluxo de texto, o more. Vamos
coloc�-lo para paginar a sa�da do comando anterior:
cat /etc/inittab | more
Agora, a cada tela cheia, o more espera que voc� aperte a barra de
espa�os para mostrar a pr�xima tela. Pare um pouco para refletir e entender o
que ocorreu aqui. Primeiro, voc� tinha um comando que gerou uma sa�da
qualquer na tela (nesse caso, o conte�do do /etc/inittab), e essa sa�da foi
redirecionada (pelo pipe |, um cano de redirecionamento), ao comando more que a paginou.
Observe que o cat joga a sa�da para o more, que joga a sa�da na tela, e esse � o nosso
conceito base, o redirecionamento. Um comando faz o que tem que fazer, e joga o resultado na
sa�da. Outro comando pega essa sa�da, que lhe foi passada pelo pipe |, faz o que tem que fazer com
ela e exibe a sa�da na tela.
Dessa mesma maneira, pode-se ir ligando os comandos, um atr�s do outro,
indefinidamente, at� se obter os resultados desejados. Vamos a outro exemplo simples. Como
conseguir uma lista de todos os usu�rios de sua m�quina? Digite:
cat /etc/passwd
Novamente estamos vendo o conte�do de um arquivo. Este � um arquivo especial, com
todos os usu�rios do sistema e alguns dados sobre eles. A chave de acesso do usu�rio (o "login")
est� no come�o de cada linha, seguido de um :. E como obter a lista de todos os usu�rios?
cat /etc/passwd | cut -d: -f1
Aqui usamos o cut, para extrair de cada linha apenas o que nos interessa, a chave do
usu�rio. A maioria dos comandos possui op��es que geralmente s�o identificadas por uma letra
precedida de um h�fen (como o -d e o -f do cut acima). Para ver as op��es de um comando, use o --
help:
cut --help
Resumindo, nosso cut usou como delimitador (-d) o :, e pegou o campo (-f, do ingl�s field)
de n�mero 1, ou seja, o primeiro campo. Ent�o para cada linha do /etc/passwd, tiramos a parte que
nos interessa, obtendo a lista de usu�rios. Supondo que desejemos colocar esta lista em ordem
alfab�tica:
cat /etc/passwd | cut -d: -f1 | sort
Usamos o sort para sortear nosso texto. E se precis�ssemos dessa lista em ordem inversa?
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Bem, como podem imaginar, o sort tamb�m tem suas op��es, e uma delas � a ordena��o reversa (-
r). Ent�o:
cat /etc/passwd | cut -d: -f1 | sort -r
Indica-nos a sa�da requerida. E se tiver muitos usu�rios e a sa�da rolar na tela? A� podemos
usar o more.
cat /etc/passwd | cut -d: -f1 | sort -r | more
No esquema cat | cut | sort | more | tela, o cat joga a sa�da para o cut, que joga a sa�da para
o sort, que joga a sa�da para o more, que joga a sa�da na tela.
Olhe bem para o comando acima. Uma primeira olhada assusta, n�o? Mas como vimos
anteriormente, s�o pequenas partes que, quando concatenadas, geram um comando poderoso.
Lembrando: ferramentas simples que s�o agrupadas, tipo Lego� &:)
E assim se constr�em grandes linhas de comando. Faz-se o comando b�sico, analisa-se a
sa�da, filtra-se um pouco com outro comando ap�s o pipe |, analisa-se a sa�da nova, filtra-se
novamente e assim se vai.
Alguns comandos j� s�o �teis por si s�s, sem op��es, como o date e o cal. Outros ficam
mais poderosos se usados em conjunto com outros comandos. Outros ainda, por terem v�rias
op��es, sozinhos fazem muita coisa, como o find:
find / -type f -iname "*.jpg" -o -iname "*.gif" -mtime 3 -ok rm -f {} \;
Esse "comandinho" apaga (pedindo confirma��o) todos os arquivos JPG e GIF
modificados nos �ltimos tr�s dias.
Agora alguns exemplos de seq��ncias de comandos �teis utilizando as ferramentas b�sicas
apresentadas neste artigo:
lista dos maiores arquivos de um diret�rio e subdiret�rios
du -b `find /home/aurelio -type f` | sort -nr | more
contar (wc -l) o n�mero de ocorr�ncias (grep) da palavra set em um arquivo (cat), quer
sejam mai�sculas ou min�sculas (-i)
cat /etc/rc.d/rc.sysinit | grep -i set | wc -l
mostrar o nome em letras mai�sculas (tr) dos usu�rios do sistema
cat /etc/passwd | cut -d: -f1 | tr a-z A-Z
Nota aos experts: o uso do cat em alguns dos exemplos acima n�o � necess�rio, � apenas
did�tico.
Ainda nesse t�pico de modo texto e linhas de comando �teis, poder�amos considerar
redirecionamentos para arquivos, sa�da padr�o e sa�da de erro, tarefas em segundo plano, subshell,
interpreta��o de vari�veis, condicionais, la�os e outros. Esses s�o complementos ao
redirecionamento para comandos apresentado aqui, e ser�o abordados em artigos futuros.
Para finalizar com uma vis�o geral do assunto, � importante lembrar que numa primeira
tentativa tudo pode parecer confuso e estranho. Para simplificar basta ver cada parte da linha de
comando como algo completo e n�o relacionado ao resto, fazendo apenas sua fun��o e nada mais.
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Aprendendo aos poucos o funcionamento das "ferramentas" base, voc� conseguir� junt�-
las, obtendo resultados bem satisfat�rios.
16.Ap�ndice 1: An�lise do SuSE Linux 8.2
SuSE 8.2
por Augusto C�sar Campos
(publicado na edi��o de Junho/2003 da Revista do Linux, e reproduzido aqui
com autoriza��o)
Para esta an�lise do SuSE 8.2 tive a oportunidade de receber os 5 CDs da vers�o
Professional semanas antes do lan�amento oficial no Brasil. Acho importante mencionar que n�o
tive acesso � caixa distribu�da comercialmente, contendo os mesmos 5 CDs, 2 DVDs, 2 manuais
impressos e um poster com guia de instala��o r�pida, e portanto minha an�lise vai se limitar ao
software. Um aspecto interessante do SuSE, entretanto, � que o texto completo dos manuais
impressos � instalado no seu disco r�gido, portanto pude avaliar seu conte�do normalmente ? e eles
foram bastante �teis para conhecer melhor as novidades desta vers�o.
Como de h�bito, o SuSE se destaca pela inclus�o de quase todos os softwares livres que
voc� poderia querer usar ? afinal, s�o mais de 2000 pacotes de software nos 5 CDs.
Utilizei um notebook Toshiba Satellite que estava com o Windows XP pr�-instalado. Ele
tinha leitor de DVD, gravador de CD, interface de rede, monitor LCD de 15 polegadas, mouse USB
e uma c�mera digital Pencam Trio USB ? tudo detectado e configurado automaticamente pelo
sistema. Ele j� tinha tamb�m o espa�o livre para as parti��es do SuSE, mas durante a instala��o
tive a agrad�vel surpresa de descobrir que o SuSE 8.2 � capaz de redimensionar parti��es NTFS
para criar espa�o, algo imposs�vel em vers�es anteriores (que j� redimensionavam parti��es FAT
sem problemas). Por�m � necess�rio dar boot com o CD de instala��o em modo rescue para ter
acesso a esta op��o ? fica a dica para quem precisar.
A instala��o
Mesmo sem acesso ao poster que ensina a instalar a distribui��o, fiz o �bvio: inseri o CD
n�mero 1 e liguei o computador. Em instantes apareceu uma bela tela dando as boas vindas em
diversos idiomas. Procurei atentamente, mas o portugu�s n�o era um deles. Tudo bem -
willkommen, SuSE! O menu de boot permite selecionar a resolu��o de tela usada na instala��o,
instalar normalmente, instalar sem uso de ACPI, instalar com configura��es ?seguras? (usando um
kernel sem algumas op��es avan�adas), instala��o manual, modo rescue e teste de mem�ria. A
primeira op��o, selecionada automaticamente se o usu�rio n�o pressionar teclas em 10 segundos,
d� boot pelo sistema que j� estiver instalado no seu computador ? o que acaba com o problema
t�pico de reboots interrompidos porque o operador esqueceu um CD de instala��o no drive.
A documenta��o n�o menciona, mas o help da instala��o indica que pode-se ativar o
suporte a rede desde o in�cio da instala��o, e realiz�-la atrav�s de um terminal VNC remoto. N�o
encontrei refer�ncias a isto no site, nem em nenhum dos manuais, mas resolvi tentar mesmo assim.
O programa de insta��o reconheceu minhas instru��es, mas em seguida informou que minha placa
de rede n�o foi reconhecida. Eu poderia tentar carregar o driver dela manualmente, mas j� estaria
fora do escopo desta an�lise. Se funcionar mesmo, e se a SuSE publicar boa documenta��o a
respeito, vai ser um grande e pioneiro diferencial.
Selecionei uma instala��o normal, e prossegui. O programa de instala��o n�o mudou
muito desde a vers�o 8.1, mas est� muito mais bonito, com o tema Keramic e com fontes muito
mais suaves (usando o recurso de anti-aliasing). O SuSE utilizou completamente os 1024x768
pixels que a placa de v�deo suportavam, deixando tudo bem amplo e organizado. No canto inferior
esquerdo pode-se encontrar o desenho de uma b�ia salva-vidas e o bot�o de ajuda, bastante eficaz.
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Na primeira tela � feita a sele��o de idioma, que inclui duas vers�es de portugu�s ? a
europ�ia e a brasileira. Selecionei a nossa l�ngua p�tria, e (ao contr�rio do que ocorria com o 8.1)
fui brindado com um programa de instala��o muito bem traduzido. H� pequenas falhas aqui e ali
(por exemplo, na configura��o opcional do teclado ?Repeat rate? virou ?repetir taxa?, e n�o ?taxa
de repeti��o?) mas nada que comprometa, inclusive nos textos de orienta��o e ajuda. Em seguida,
na sele��o do teclado, h� op��es para os dois teclados mais comuns no Brasil: ABNT2 e US-
acentos (ou ?americano internacional?), mas a SuSE chamou-os por nomes diferentes: ?Portugu�s
(Brasil)? e ?Portugu�s (Brasil ? acentua��o US)?.
Ap�s a sele��o do idioma, o instalador exibe a tela principal de sele��es. A apar�ncia �
de uma p�gina da web, com links que permitem alterar as sugest�es de modo de instala��o (nova
ou upgrade), tipo de teclado, mouse, particionamento, conjunto de pacotes a instalar, gerenciador
de boot e fuso hor�rio.
O modelo de teclado e o fuso hor�rio foram sugeridos corretamente a partir da sele��o
do idioma. O mouse USB foi detectado automaticamente, e o particionamento sugerido foi t�pico
de esta��es de trabalho: 500MB de swap e o restante como parti��o raiz, al�m de informar que a
parti��o do Windows XP pr�-existente estaria dispon�vel como o diret�rio /windows/C.
O conjunto de software sugerido foi amplo: sistema padr�o, mais compiladores C e C++,
ambiente KDE, aplica��es de escrit�rio, documenta��o e o sistema gr�fico base. O gerenciador de
boot padr�o � o GRUB (mas pode-se optar facilmente pelo LiLo, ao contr�rio do que acontecia na
vers�o 8.1), com boot default do Linux e op��es para boot pelo Windows XP, pelo disquete ou um
testador de mem�ria.
Quando cliquei no link para alterar o particionamento, pude escolher entre modificar a
sugest�o dada pelo instalador, ou descart�-la completamente. Escolhi modificar, e fui levado a um
particionador em tudo semelhante ao da vers�o 8.1 ? poderoso e simples de usar. Pode-se formatar
as parti��es como ext2, ext3, Reiser, JFS, XFS, FAT e swap, e selecionar op��es como o acesso a
elas em modo ?somente leitura?, a montagem autom�tica ou a possibilidade de montagem por
usu�rios comuns. Entre as op��es avan�adas, est�o o gerenciamento de LVM e RAID, a
criptografia de parti��es, e a op��o de importar um arquivo /etc/fstab de uma parti��o j� existente.
A sele��o dos pacotes a instalar pode ser trabalhosa ? s�o mais de 2000 op��es! - mas a
SuSE simplifica a tarefa oferecendo grupos pr�-selecionados. Parte-se de um conjunto de 3 op��es
iniciais: sistema m�nimo (modo texto), sistema gr�fico m�nimo (sem KDE) ou sistema b�sico. A
partir da� pode-se escolher um grupo inteiro (exemplo: compilador C/C++), ou abri-lo e selecionar
entre os pacotes que o comp�em, que s�o os mais comuns dentro de suas categorias. Claro que
tamb�m � poss�vel abrir a categoria como um todo, e ver at� as op��es mais obscuras e incomuns,
al�m de poder realizar pesquisas pelo nome ou pela descri��o dos pacotes. Ali�s, ao contr�rio do
que ocorria na vers�o 8.1, agora as descri��es dos pacotes (em ingl�s) aparecem para usu�rios que
estejam instalando em portugu�s. � melhor ver uma descri��o em ingl�s do que n�o ver nenhuma,
certo?
Na sele��o de pacotes me chamou a aten��o que o ambiente GNOME n�o vem
escolhido por padr�o, mas as diversas bibliotecas e pacotes auxiliares que permitem a execu��o dos
seus aplicativos s�o instaladas mesmo assim. N�o satisfeito, e mesmo sendo usu�rio convicto do
KDE, mandei instalar tamb�m o GNOME.
A partir da�, uma janela verde me informou que se eu confirmasse a opera��o,
come�ariam as altera��es no meu computador. Confirmei, e o sistema come�ou imediatamente a
particionar, formatar e instalar pacotes no meu sistema.
Durante a instala��o dos pacotes contidos no CD 1, o sistema exibe telas e descritivos de
diversos aplicativos, como o navegador Konqueror e o OpenOffice.org. Ao final da instala��o do
primeiro CD, o sistema d� um reboot e a partir da� j� estar� rodando o Linux do seu disco r�gido
enquanto instala os pacotes dos demais CDs. Ao final dos CDs, o sistema me orientou enquanto eu
informava uma senha para o usu�rio root, e configurava a rede (durante a instala��o h� op��es para
rede local, cable, DSL, modem e RDSI/ISDN).
Neste ponto ocorre algo interessante: o sistema verifica se h� acesso � Internet, e d� a
op��o de fazer atualiza��o de pacotes via Internet. Como eu estava conectado via rede local, aceitei
e vi que a SuSE j� oferece diversas atualiza��es de pacotes do 8.2. Optei por instal�-las, e ainda
pude usar a mesma interface para instalar o pacote de fontes TrueType b�sicas do Windows
(incluindo as mais familiares, como a Arial e a Times New Roman) via Internet.
A partir da�, h� uma sequ�ncia de passos de configura��o final, incluindo a escolha do
m�todo de autentica��o (que pode ser local ou remoto, utilizando um servidor NIS, NIS+ ou
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LDAP), a cria��o de pelo menos um usu�rio para o sistema, a leitura do documento Release Notes
(foi a� que eu descobri, por exemplo, que o SuSE 8.2 pode redimensionar parti��es NTFS) e a
configura��o opcional de itens de hardware (placas de v�deo, impressoras, modem, som e placas de
sintonia de TV). Minhas placas de som e de v�deo foram detectadas e configuradas
automaticamente, e eu n�o possu�a nenhum dos demais itens.
De modo geral, a instala��o � bastante similar � da vers�o 8.1, com melhorias
substanciais da tradu��o. Continuo gostando do enfoque da SuSE de incluir todas as op��es b�sicas
de instala��o em uma mesma tela que lembra uma home page, incluindo sugest�es comuns para
todos os itens ? todo usu�rio sabe lidar com este tipo de interface, e os usu�rios avan�ados n�o
ter�o dificuldade em adaptar as sugest�es conforme suas necessidades.
O sistema instalado
No SuSE Linux, o boot obrigat�rio � dado ap�s a leitura do primeiro CD. Ao final da
instala��o completa, n�o � necess�rio reinicializar, pode-se come�ar a usar o sistema
imediatamente. Merece men��o as novas telas de boot e shutdown completamente gr�ficas, com
uma barra de progresso totalmente clean. Claro que basta pressionar uma tecla e voc� poder� ver as
tradicionais mensagens da inicializa��o como de h�bito.
O sistema instalado usou corretamente a resolu��o de 1024x768 do meu monitor, e
mostrou o gerenciador de login gr�fico KDM em uma configura��o bastante agrad�vel. Cada
usu�rio cadastrado tem o �cone de um homem de gravata ao lado do seu nome completo e login. O
campo ?Utilizador? come�ou a me assustar um pouco ? eu n�o havia selecionado Portugu�s do
Brasil? Mas fiz meu login mesmo assim, para me deparar com um belo ambiente do KDE em
portugu�s... europeu! Subitamente senti meu monitor se encolher de susto ao ser chamado de �cr�,
os arquivos arrepiados enquanto se transformavam em ficheiros, e o centro de controle do KDE se
transformou em Centro de Controlo diante dos meus olhos. E uma visita a ele confirmou o pior: o
KDE estava configurado para Portugal ? n�o apenas o idioma, mas tamb�m a moeda, o formato de
data e todas os demais itens associados.
Fui imediatamente � op��o do sistema que permite adicionar e remover pacotes e
conferi: o pacote de internacionaliza��o do KDE para o nosso idioma (kde3-i18n-pt_BR) estava l�.
Por que n�o foi instalado e configurado automaticamente? De qualquer forma, instalei-o (junto com
a tradu��o do Koffice e o dicion�rio em portugu�s para o OpenOffice.org), e mudei o idioma do
KDE atrav�s do Centro de Controlo, que suspirou de al�vio ao virar Centro de Controle. Agora a
an�lise poderia come�ar de verdade. Por que ser� que essa configura��o n�o � a default?
Comecei pelo ambiente de trabalho. Um tema azul, agrad�vel visualmente, s� com
�cones b�sicos: SuSE, Support, OpenOffice, Printer, CD-R, C, Still Camera, Home e Dispositivo de
disquete.
O C d� acesso � parti��o do Windows, Home, CD-R e Dispositivo de Disquete mostram
o conte�do dos respectivos diret�rios, Printer mostra as filas de impress�o (apesar de eu n�o ter
configurado nenhuma), SuSE Support d� acesso ao servi�o de suporte registrado da SuSE (a chave
vem em uma folha inclusa no manual), OpenOffice acessa o pacote de automa��o de escrit�rio. E
SuSE mostra as diversas op��es de documenta��o e apresenta��o do sistema ? sugiro a todos os
usu�rios, mesmo os mais experientes, a visitarem o SuSE Tour pelo menos uma vez.
O �cone Still Camera acessou as fotos da mem�ria da minha c�mera digital USB como
se ela fosse um disco r�gido adicional. Fiquei impressionado, porque a c�mera n�o foi nem ao
menos mencionada durante a instala��o e configura��o do sistema.
Os bot�es do Kicker tamb�m s�o b�sicos, incluindo Kmail, pastas de documentos
(Home, Pictures, Presentations e Texts), Konsole, Konqueror e Ajuda.
Os menus do KDE tamb�m s�o uma grande evolu��o em rela��o ao 8.1 ? simples,
organizados, orientados a tarefas: Desenvolvimento, Escrit�rio, Gr�ficos, Internet... Os aplicativos
do GNOME e do KDE est�o misturados sem distin��o, o que � �timo ? o usu�rio de KDE n�o
precisa saber que o Evolution � um cliente de e-mail associado ao GNOME, tudo o que ele quer �
que funcione. E funciona.
Testei uma s�rie de aplicativos com sucesso. As planilhas do Gnumeric s�o bastante
us�veis, assim como os textos do AbiWord, mas com o OpenOffice d� de fazer trabalhos bem mais
completos, incluindo recursos que j� fogem ao trivial ? gr�ficos, formata��es complexas... S� que
os dois primeiros s�o em Portugu�s, enquanto o �ltimo est� s� em Ingl�s.
Senti a falta de algumas aplica��es que na minha opini�o deveriam fazer parte de
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qualquer sistema b�sico. As mais not�veis foram o gerenciador de arquivos mc e toda a fam�lia dos
clientes Samba, incluindo a interface gr�fica LinNeighborhood e o comando smbmount.
Usei as ferramentas do sistema para ouvir m�sicas em formato MP3 (lembre-se de
instalar o pacote adicional xmms-plugins!), assistir a filmes MPEG e at� para assistir a um DVD.
Tudo funcionou bem, mas o DVD Player exigiu interven��o manual, pois fazia refer�ncia a um
dispositivo /dev/dvd, inexistente. Mudei para /dev/cdrecorder e pude assistir ao meu filme, com
legendas em portugu�s mas sem �udio ? o sistema informou que faltava um codec. Existem uma
grande variedade de outras ferramentas multim�dia instaladas, inclusive com editores de v�deo e de
�udio.
Acessei a web atrav�s do Konqueror, funciona bem inclusive para sites em Flash. O
cliente de comunica��o pessoal Kopete foi uma grande surpresa, pois ele permite acesso f�cil e
direto ao ICQ ? at� a lista de usu�rios armazenada no servidor � utilizada sem problemas. E o
cliente de irc Kvirc tamb�m permite comunica��o �gil, segura (suporta at� criptografia e Ipv6) em
uma interface bonita e pr�tica.
O menu Sistema/ Configuration/ Redimensionar e Rotacionar a Tela d� acesso �s
extens�es RandR do XFree. O KDE foi o pioneiro no suporte a esta tecnologia, e foi a primeira vez
que a vi em uma distribui��o de Linux. Experimentei redimensionar meu desktop para v�rios
formatos, e funcionou perfeitamente ? muda n�o apenas a resolu��o da tela, mas tamb�m a �rea
dispon�vel no ambiente de trabalho. Muito legal, mas seria ainda melhor se n�o ficasse t�o
escondido ? um bom lugar para a sua inclus�o seria no menu ?Configurar a �rea de trabalho?, no
menu de contexto do desktop.
Quem tem d�vidas sobre a versatilidade do SuSE deve consultar o menu Sistema/Tools
? h� op��es at� mesmo para criar disquetes de boot do FreeDOS!
Para completar os testes do ambiente, encerrei a sess�o do KDE e abri uma do GNOME.
Encontrei um belo ambiente de trabalho, bem configurado e light, quase todo em ingl�s. Belas
fontes, belos �cones, menus organizados... Os usu�rios de GNOME n�o v�o se sentir abandonados
pela SuSE como no passado.
Configura��o, manuais e servidores
As observa��es acima se referem principalmente �s instala��es em ambiente desktop.
Entretanto, o SuSE Linux tamb�m se destaca nas configura��es como servidor. H� software para
praticamente todos os servi�os de rede dispon�veis no mundo do software livre, com requintes
como a configura��o autom�tica de anti-v�rus nos servidores de e-mail. Embora o configurador
YaST2 n�o tenha op��es para configurar os servidores mais comuns (como o Apache, o Squid e o
Samba, por exemplo), os pacotes s�o fornecidos com documenta��o adequada e configura��es
default bastante coerentes.
O manual do administrador do sistema tem cap�tulos espec�ficos e detalhados sobre as
op��es de diversos servi�os de rede, incluindo DNS, NIS, NFS, DHCP, Intermezzo, Unisom, CVS,
Mailsync, Samba, Netatalk (para interconex�o com Macs), Mars/NWE (para interconex�o com
Novell), Squid, Firewall/Masquerading, Kerberos e ssh.
Claro que este manual tamb�m atende os usu�rios desktop, com t�picos sobre o kernel,
distribui��o dos arquivos no disco, configura��o de rede e acesso a Internet e muito mais.
O manual do usu�rio tamb�m n�o deixa a desejar: come�a com uma se��o espec�fica
para usu�rios migrando de outros sistemas operacionais, que precisam descobrir o que, afinal, �
montar um disco e acessar uma shell, e onde foi parar o seu C:\. Mas ele � �til para usu�rios
experientes tamb�m, com sua refer�ncia de instala��o, guia de todos os m�dulos da ferramenta de
administra��o YaST2 e cap�tulos especiais sobre v�rias aplica��es, incluindo o OpenOffice.org,
Evolution, C�meras digitais, Scanners e a ergonomia do ambiente de trabalho.
A ferramenta de configura��o YaST2 n�o mudou muito em rela��o �s vers�es
anteriores, continuando completa, s�lida e simples de usar. Usu�rios comuns podem acess�-la
normalmente, pois o sistema pede a senha de root antes de dar acesso aos m�dulos. Algumas das
ferramentas que me chamaram a aten��o foram a facilidade na configura��o para o uso de uma
proxy web e ftp, o poder ainda maior do PowerTweak, o editor das entradas do /etc/sysconfig, o
editor de processos de cada runlevel, as ferramentas de backup, restore, configura��o de LVM e o
particionador.
Conclus�o
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A vers�o 8.2 � uma evolu��o sem grandes saltos. Os pacotes foram atualizados, surgiram
algumas novas caracter�sticas, mas nada absolutamente revolucion�rio em rela��o � vers�o 8.1.
Para usu�rios de vers�es anteriores, o upgrade � recomendado principalmente pelas atualiza��es, e
n�o propriamente por novidades.
Continuo considerando o SuSE uma excelente op��o para usu�rios experientes. Usu�rios
iniciantes para os quais a documenta��o em ingl�s n�o seja um obst�culo tamb�m podem se
beneficiar, at� mesmo porque a instala��o � f�cil e toda em portugu�s, e n�o � muito dif�cil
converter o sistema instalado para o nosso idioma.
Ali�s, houve bastante progresso no suporte ao portugu�s brasileiro, e a representante
brasileira da SuSE oferece uma s�rie de servi�os, principalmente para usu�rios corporativos, em
seu site www.suse-brasil.com.br. Com sorte, at� a data da publica��o desta an�lise eles j� ter�o
publicado at� documenta��o espec�fica sobre a convers�o do KDE ao portugu�s brasileiro ;-)
17. Ap�ndice 2: Como obter e gravar seus pr�prios CDs de Linux
Algumas das perguntas mais frequentes na minha correspond�ncia s�o varia��es sobre
um mesmo tema: "Se o Linux � livre, por que temos que pagar por ele?", ou "Como posso obter o
Linux na Internet", ou ainda "Como posso criar meus pr�prios CDs de Linux?".
N�o � minha inten��o neste momento explicar mais uma vez a diferen�a conceitual entre
livre e gr�tis, mas o fato � que voc� pode mesmo obter o Linux gratuitamente, gravar seus pr�prios
CDs, e instal�-los onde quiser. As dificuldades t�cnicas n�o s�o grandes, principalmente se voc�
possuir uma conex�o r�pida � Internet, e vamos ver passo a passo como fazer.
Selecionando uma distribui��o
Voc� pode obter o Linux de diversas origens. Nunca opte por uma vers�o antiga - �
comum encontrar usu�rios novos com dificuldades t�picas de 2 anos atr�s ("O Linux n�o reconhece
meu hardware", "N�o consigo discar para a Internet") justamente porque instalaram uma vers�o de
2 anos atr�s, que estava guardada num arm�rio.
O Linux evolui muito rapidamente, e os diversos distribuidores tendem a lan�ar vers�es
novas a cada 3 ou 4 meses, ou pelo menos semestralmente. Como em geral voc� pode obter o
software gratuitamente ou a custo baix�ssimo, n�o faz sentido optar pela vers�o antiga - espere mais
alguns dias, e instale a mais recente.
Outro erro a ser evitado � optar por uma mini-distribui��o, "para ver como � esse tal
Linux". De fato, existem mini-distribui��es de boa qualidade, que podem ser instaladas na mesma
parti��o que o Windows, e cujo download pode ser bem menor do que uma distribui��o completa.
Mas em geral o que voc� pode fazer com ela � limitado, e o suporte que voc� encontra na
comunidade usu�ria � mais restrito, porque s�o raros os usu�rios experientes (portanto aptos a
responder perguntas) que utilizam esse tipo de sistema.
N�o vou indicar uma distribui��o para voc� - todas t�m vantagens e desvantagens. Eu
particularmente uso SuSE, Mandrake, Conectiva e Red Hat, mas n�o as considero necessariamente
"as melhores" - cada caso � um caso, e eu opto entre elas de acordo com a necessidade do
momento. Para saber as caracter�sticas de cada uma, voc� pode pesquisar nos artigos do meu site,
ou consultar os sites de cada uma delas. Segue uma lista parcial de distribui��es de Linux para
facilitar sua escolha:
Conectiva (brasileira) ? www.conectiva.com.br
TechLinux (brasileira) ? www.techlinux.com.br
SuSE ? www.suse.com ou www.suse-brasil.com.br
Mandrake ? www.mandrake.com
Red Hat ? www.redhat.com
Slackware ? www.slackware.com
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Debian ? www.debian.org
Yellow Dog Linux (para Mac) ? www.yellowdoglinux.com
Obtendo sua c�pia via Internet
O jeito mais f�cil de obter sua c�pia de Linux gratuitamente via Internet � atrav�s do
download de imagens ISO, que s�o arquivos (geralmente por volta de 650MB cada um) trazendo o
conte�do completo de um CD-ROM, prontos para serem gravados em um CD, permitindo assim
que voc� obtenha c�pias id�nticas de um CD original.
Como o Linux � um software livre, a maior parte dos produtores disponibiliza imagens
ISO contendo exatamente o mesmo conte�do dos CDs vendidos em lojas ou na Internet, e voc�
pode fazer o que quiser com elas - at� mesmo gravar em CDs para revend�-las (e se voc� quiser
comprar CDs deste tipo, lojas virtuais como a Tempo Real e a LinuxMall est�o � disposi��o).
Quando se trata de Linux, n�o � pirataria, � software livre.
Voc� pode procurar suas imagens ISO no site de sua distribui��o preferida - �s vezes
ser� necess�rio fazer o download de mais do que uma imagem, e em outros casos (como o da
Mandrake) o download da primeira imagem � obrigat�rio, e o das outras � opcional. Raras s�o as
distribui��es que n�o disponibilizam imagens ISO de instala��o (� o caso da SuSE, por exemplo).
Se preferir, procure no site linuxiso.org, cuja especialidade � apontar links para imagens
ISO dos CDs das distribui��es de Linux do mundo todo.
Como se trata de um download grande (se voc� for buscar os 3 CDs do Mandrake 8.2,
por exemplo, s�o quase 2GB de dados), certifique-se de ter espa�o suficiente no seu HD, e utilize
um bom gerenciador de download. EU uso o wget, mas voc� pode escolher o que mais se adequar
ao seu estilo.
Gravando o CD
Se voc� tem um gravador de CD funcionando em Linux, queimar um CD com esta
imagem ISO � bastante simples, basta dar o seguinte comando como usu�rio root: cdrecord -v
speed=10 dev=0,0,0 nome-da-imagem.iso
O que pode variar � o par�metro speed (use a velocidade que seu gravador suportar) e o
n�mero do dev (na d�vida, use o comando "cdrecord -scanbus" para consultar.)
Mas muitos usu�rios s� podem gravar CDs a partir do Windows. Para estes, tamb�m h�
solu��es, mas notem que eu nunca testei nenhuma delas - nem disponho de uma m�quina Windows
para experimentar. Estas dicas de grava��o foram obtidas na documenta��o do Mandrake Linux.
Para gravar um CD de imagem ISO no Nero Burning Rom, v� em File/Burn Image. No
di�logo, clique no "Image files (*.nrg)" e selecione "All files (*.*)". Selecione a sua imagem ISO e
confirme. No di�logo seguinte, verifique: tipo da imagem: Data mode 1. Block size: 2048. Image
header: 0. Image trailer: 0. Clique em Ok, e certifique-se de que no pr�ximo di�logo as op��es
"write" e "finalize" estejam ativas.
Para gravar no Easy CD Creator, v� em File / Create CD from disc image. No campo
"Files of type", selecione "ISO image files". Agora � s� selecionar seu arquivo, e ele far� o resto
por voc�.
Usu�rios experientes de Linux podem querer ver o conte�do da imagem ISO sem ter que
queimar um CD. A mesma t�cnica pode ser utilizada para instala��es via HD ou via rede, se a
distribui��o de Linux suportar. O comando para montar sua imagem ISO como se fosse um CD �:
mount -o loop,unhide -t iso9660 -r nome-da-imagem.iso /mnt/iso
Nota: o diret�rio /mnt/iso tem que ter sido criado previamente.
Conclus�o
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Procurei demonstrar que gravar sua pr�pria c�pia de Linux n�o � uma tarefa dif�cil, e
est� ao alcance de todos. Se voc� n�o tem acesso a uma conex�o r�pida com a Internet ou a um
gravador de CD, pode optar pelas empresas citadas, que vendem c�pias baratas a partir de arquivos
obtidos na Internet. E se voc� grava seus pr�prios CDs, n�o esque�a de do�-los ap�s o uso,
ajudando a tornar o Linux mais acess�vel!

adaptado de-http://linuxsnt.blogspot.com/2008/05/apostila-do-linux.html

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